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2001 - Vazio - journal - vieux chêne - aguarela - lapis - caneta
2001 - Vazio - journal - vieux chêne - aguarela - lapis - caneta
Os desenhadores desenham-se
Os desenhadores desenham-se, Ana Leonor M. Rodrigues, James Faure Walker, Pedro Saraiva
+ P2 – duplicado, Participantes convidados e público
+ Conversa com os artistas, Com a participação/comentários de Maria João Gamito
3 - 6 de Fevereiro, 10 - 13 de Fevereiro, 17 - 20 de Fevereiro (quarta-feira a sábado), das 20h às 24h
Os desenhadores desenham-se
Durante 10 dias, três artistas plásticos desenham-se, retratam-se obsessivamente uns aos outros.
Os modos de registo são variados, mas directa ou indirectamente referidos ao desenho.
Aos grupos de estudantes/visitantes é proposto que desenhem os desenhadores, estabelecendo a possibilidade de dois percursos paralelos, o dos desenhadores/modelos e o dos desenhadores estudantes/visitantes.
Além dos métodos tradicionais do desenho, serão ainda utilizados registos/desenhos através da fotografia, transposições, manipulações digitais, registos/desenhos através do vídeo.
Propõe-se que exista uma diferença clara entre os formatos do suporte dos visitantes e dos residentes, de modo a clarificar os dois percursos.
Ana Leonor Madeira Rodrigues
O desenhador é habitualmente alguém que observa e que nessa acção de observar, se ausenta da realidade que está perante os seus olhos.
Embora não seja uma constatação absoluta, é verdadeira em muitas circunstancias, e eu, quando olho e desenho, embora transporte muito de mim nesses desenhos raramente sou objecto da minha observação.
Neste projecto eu e dois amigos, Pedro Saraiva e James Faure-Walker, decidimos fazer coincidir numa acção o acto de observar e o de ser observado. Assim, durante dez dias obrigamo-nos a desenhar e a ser modelos uns dos outros.
Esta acção remete directamente para a relação entre o desenhador e o modelo, subvertendo o lugar dos dois numa permuta constante em que ninguém é só modelo ou só desenhador.
Tendo consciência que hoje é comum estabelecer os parâmetros de um trabalho artístico através de uma espécie de guião, aquilo que me proponho fazer é, no entanto, colocar-me durante alguns dias diante de uma resma de papel com um lápis na mão e duas pessoas de quem eu gosto a desenhar e que desenham comigo; um mergulho de prazer no desenho.
A ideia é desenhar, desenhar, desenhar e quem quiser visitar-nos/acompanhar-nos poderá seguir a mesma ideia e desenhar com a mesma obsessão (e prazer).
James Faure Walker
A minha proposta de intervenção neste projecto é a de observar e desenhar os meus dois colegas tambem observando e desenhando no espaço. Inicialmente desenharei sobre papel com uma caneta normal ou de feltro ou com aguarela. É possível que realize desenhos de larga escala. Tentarei identificar e registar os movimentos mais característicos dos meus colegas, como por exemplo, a repetição/movimentos das posições das mãos, e depois, tentarei incorporar estes desenhos num dos programas digitais com que normalmente trabalho - Painter, Illustrator, Photoshop. A realização e desenvolvimento dos meus desenhos digitais será simultaneamente projectada numa parede. Esta projecção dar-me-à ainda a oportunidade de voltar a transcrever a imagem projectada num papel, fotografando-a, por ex., e reintegrando-a no programa digital, podendo assim voltar a trabalhá-la nesse formato. Este processo poderá ainda passar pelo uso de impressões das imagens que se forem criando. James Faure Walker
Pedro Saraiva
VI(R)VER O ESPAÇO DO DESENHO
Do espaço
Três espaços rectangulares de paredes brancas.
Espaço de encontros, espaço de pensar, de escrever e descrever o rosto, a memória e o corpo em modos diferenciados de registo.
Do tempo
Três semanas, três horas diárias de Fevereiro, tempo de partilhas e experiências de três actores e diversos espectadores.
Do físico
A parede, o chão, a mesa, o branco, o banco, o papel, a caneta, o lápis, o pincel, a tinta, o pano, o computador, a máquina fotográfica, a impressora, a mão, o corpo…
… e com estes elementos decorre e percorre o projecto.
13 DE FEVEREIRO (SÁBADO), 21H, ESPAÇOS DO DESENHO
Inauguração/ Apresentação do Projecto: Maria João Gamito em conversa com os artistas
Os Desenhadores desenham-se: operação para uma escolha de alvos na Fábrica do Braço de Prata, Maria João Gamito
Três desenhadores à procura de um alvo, de vários alvos, de muitos alvos. Ou, porque nada procuram, limitarem-se a tomar por alvo aqueles que por alvo os elegerem. A figura será a linha ou o triângulo, desmultiplicada nas sobreposições decorrentes da provável deslocação das três coordenadas que, em cada momento, assinalam a posição dos desenhadores. Aos três desenhadores juntar-se-ão outros que, na espécie de mise-en-abîme que caracteriza os vídeojogos, elegerão os seus próprios alvos ou, porque nada elegem, limitar-se-ão a tomar por alvo aqueles que por alvo os procurarem. Contaminando a prática expandida do Desenho com as metáforas bélicas da fotografia, o conceito é o da fixação de um território que conta com a permanente reconfiguração do seu mapa, numa longínqua evocação do espírito do lugar: a fábrica e o nome que lhe está associado.
MAIS INFORMAÇÕES EM www.drawingspaces.weebly.com
Espaços do Desenho, Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1, 1950 – 128, Lisboa
Junto ao rio, perto da rotunda com a escultura de José de Guimarães ao centro, antes da entrada na Expo)
Autocarro: 28; Estação de comboio: Braço de Prata (acessos: Entrecampos, Roma, Sta. Apolónia).
Horário de abertura ao público - exclusivamente durante o mês de Fevereiro
Quarta-feira – Sábado, das 20h às 24h
Website: www.drawingspaces.weebly.com Email: drawingspaces@googlemail.com
221 - 2001 - Vazio - journal - vieux chêne - aguarela - lapis - caneta
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218 - 2001 - Vazio - journal - vieux chêne - aguarela - lapis
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2010!
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integrada na colectiva "Escultura Leve".

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Response to your installation
First, i love the title, Nomad House.It really gives the viewer a starting point, almost a door to enter into the house and begin to look deeper into what's inside as well as surrounds it. I think you've definitely created a curious, dynamic and almost joyous space for the viewer to relate to what you've experienced and to what they might have experienced on their own journeys. There is the sense of travelling, physically and spiritually. I think the paintings work really compliment the hanging structure, telling more of the story, almost like giving the viewer of what is going on outside the house. There is a strong connection between all the parts and really draws one into the experience. Did people sit on the sheep wool? There is something very dynamic about re-working all the paintings, you get the past and the present, which makes them even stonger and gives more a sense of time. Even through they began in 85, they look very fresh and recent. I love that you included objects that you found or were given, it becomes very ritual, and adds such a strong element to the sense of home, and how we collect, even with a nomadic lifestyle.
Randee Silv ...
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* 35g - 2000 - papel reciclado / técnica mista - 27 x 34 cm
Roberto Barbosa Um olhar de fogo
Lançamento do livro sexta feira 11.12.2009
pelas 18h30, no Palácio Pombal, sede do IADE.

"Este livro é uma parceria entre a escrita de Jorge Pinheiro, que procura biografar a vida de Roberto de uma forma impressionista, a inteligência visual de Carlos Costa, que faz a selecção de imagens e o comentário à obra, e o rigor e profissionalismo de Mafalda Diniz, responsável pelo design gráfico. Com prefácio de Francisco Teixeira da Mota e com a ajuda de ex-alunos que procederam, dedicadamente, à recuperação de velhos slides, este livro não é uma homenagem, mas a continuação de uma obra que ficou incompleta. Ao longo destes dois anos e meio foram feitas dezenas de entrevistas e visionados milhares de slides e fotografias. O resultado é este livro."
Jorge Pinheiro ......
* 16g - 2000 - papel reciclado / técnica mista - 27 x 34 cm
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* 16g - 2000 - papel reciclado / técnica mista - 27 x 34 cm
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APORIAS E INOMINÁVEIS
PEDRO FAZENDA. ESCULTURA
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Estes objectos são parte de duas famílias, cuja evolução tenho
vindo a acompanhar há alguns anos. Cruzam-se e afastam-
-se sem ciclos ou ritmos, que me sejam perceptíveis por
enquanto. Às vezes surgem, de repente, completamente
definidos, como um flash brilhante. Outras, vão-se construindo
lentamente, sem necessidade de se revelar no seu todo,
trocando elementos com a mesma família, ou com a outra,
originando derivações e sub-famílias.
A aporia é uma palavra de origem grega significando,
literalmente, a não passagem, a impossibilidade da
comunicação. O conceito filosófico é mais paradoxal, pois a
comunicação, a passagem ou a interpretação, são possíveis
aparentemente mas, efectivamente não passamos, não
comunicamos e a interpretação leva-nos a um absurdo beco
fora do tempo. Sócrates, o grego, usou o conceito, Aristóteles
definiu-a como a igualdade de conclusões contraditórias.
Shakespeare, Beckett, Borges, Ramos Rosa, Foulcault, Derrida,
Clarice Lispector, Van der Graaf Generator de Peter Hammill,
David Lynch, os que não me lembro agora e outros que não
Conheço, utilizaram a aporia no processo criativo e filosófico.
As duas famílias confundem-se, quando melhor as conheço,
mais semelhantes e diversas me parecem. Não me interessa
investigar genealogias ou identificar relações pontuais, sou
um observador anónimo, intervenho o mínimo naquilo que
me é dado observar, uma pequena parte do todo, que não
consigo imaginar. Acontece a estes personagens, objectos,
utensílios, máquinas disparatadas, aparecerem aleatoriamente
(penso eu). Retenho o que consigo, vou estudando a escala,
a ergonomia e a simbologia. Talvez não tenham função, talvez
sejam resíduos de outro tempo, futuro, presente ou passado.
Resíduos, sobre os quais se especula, estão completamente
descontextualizados, descontinuados.
Pedro Fazenda
outuro, 2009.
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Euphorbia - Gariepina2009 Aquarelle A3
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HOMENAGEM A XICO ZÉ SÁBADO, 7 DE NOVEMBRO (21,30h) BAR "OS RAPOSOS"
Maria Morbey interpretando originais e inéditos de Xico Zé
http://www.mapacultural.com/......
Da Terra e do Ar

CONVERSAS À VOLTA DO PESO E DA LEVEZA
Dias 7 e 8 de Novembro
Ciclo de Conferências, Arte Contemporânea
Américo Rodrigues, João Barrento, Manuel Portela, Rui Torres, Vítor dos
Reis, Tomás Maia, André Maranha, Rui Oliveira, Catarina Rosendo, Olga
Ramos, Raquel Feliciano, Ana Sousa Dias.
As comunicações vão reflectir a partir da necessidade de criar. As obras
dos autores Sophia de Mello Breyner Andersen, Jorge Viera e Gerard
Castello-Lopes, celebradas. A arte como fundadora do ser e da humanidade. A leveza como o desejo de superar o peso da matéria. A liberdade.
ler aqui
ESCULTURAS LEVES
De 7 a 28 de Novembro
Exposição Colectiva de Escultura
Catherine Henke, Cristina Ataíde, Graça Pereira Coutinho, Sara Antónia
Matos, Sérgio Vicente, Tiago Fróis e Virgínia Fróis.
Durante o Verão de 2008, no mês de Julho entre os dias 14 e 18 decorreu no Moinho do Ananil em Montemor-o-Novo uma acção que juntou artistas plásticos e mestres cesteiros com o intuito da criação de esculturas. A matéria vegetal como processo de desenvolvimento dos conceitos de peso e leveza. ler aqui
Oficinas do Convento Carreira de S.FranciscoConvento de S. Francisco 7050 - 160 Montemor-o-Novo tel: 266 899 824 - fax: 266 899 825telemóvel 91 636 70 40 http://www.oficinasdoconvento.com/......
APORIAS E INOMINÁVEIS
PEDRO FAZENDA. ESCULTURA
O Município de Ponte de Sor. A Loja do Lopes e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna convidam para a inauguração de Pedro Fazenda que se realiza pelas 18.30 horas do dia 7 de Novembro de 2009 no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor.
Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor
Av. Da Liberdade. Nº 64 F. T 242292070. F 242 292 076.E-mail: bib-ponte-sor@mail.telepac.pt
Exposição patente de 7 de Novembro a 12 de Janeiro de 2010
Horário: 2ª a 6ª feira – 10h-13h/14h-18h
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*28 - 1994 - papel reciclado/pigmento - 39 x 51 cm
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Silvia WestphalenCOWPARADE
VACAS ACRÍLICAS PINTADAS DESFILARÁN POR LIMA DESDE NOVIEMBRE
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ler no
Correo......
17 - 1994 - papel reciclado/pigmento - 39 x 51 cm
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Os dias em que trabalhamos são os dias melhores
Georgia O'Keeffe
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22 - 1994 - papel reciclado/pigmento - 39 x 51 cm
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A4 - 2009
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Pedro Cabral. Lisboa. 1954. Arquitecto








ISTO DOS BONECOS DE BOLSO ...
... é uma actividade que me tem proporcionado momentos muito agradáveis.
Fazer um boneco obriga-me a escolher um motivo, a optar por um ponto de vista e a destinar um tempo para o assunto. Para além de aumentar a capacidade de análise, os bonecos permitem uma quase apropriação do “modelo” sem provocar incómodos ou efeitos secundários.
Não ligando à qualidade dos resultados, os bonecos de bolso, particularmente quando feitos em viagem, deixam-me sentir próximo de tantos artistas maiores ou menores que por este processo deixaram as suas impressões e sensibilidades.
Encanta-me também a simplicidade e a economia de meios necessários. Embora seja tanto mais divertido desenhar quanto maior e mais abundante for o material, o estritamente necessário é realmente mínimo e transportável em qualquer bagagem e para qualquer lugar. Não depende de filmes, pilhas, máquinas, etc.
Também gosto de tirar fotografias mas, quando mais tarde se fala de determinado local, a minha recordação é completamente diferente se tiver feito um boneco ou tirado uma fotografia. Durante um passeio, o tempo “gasto” em bonecos ajuda-me a sentir o local deixando-me afastar dos aspectos mais massificantes do turismo e da “japonização” fotográfica.
São uma das principais razões que me levam a gostar de viajar sozinho. Quando em grupo, há sempre tempos ritmos e interesses diferentes. Não consigo a calma necessária para “gozar” um boneco sabendo que está alguém à espera. Além disso tenho a maior dificuldade em desenhar com alguém espreitando por cima do meu ombro.
As oportunidades surgem também nos tempos de espera. Costumo andar armado com papel e lápis especialmente para aproveitar estas ocasiões em que o motivo surge fortuitamente mas que são, por vezes, as mais divertidas.
Cada vez mais tenho usado cor nos bonecos. Agora trago frequentemente no bolso uma pequena caixa de rebuçados com lápis de cor cortados ao meio.
Embora sem o carácter de caderno diário, desde Setembro 2005 que venho publicando alguns bonecos no http://bonecosdebolso1.blogspot.com/
http://www.diariografico.com/htm/outrosautores/Cabral/cabral01.htm
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