8.30.2011

Silvia Westphalen
Piedras Sueltas


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8.21.2011

Miguel Horta
Uma pintura recente...



Sem título - 90x150 - Acrílico e casca de pistáchio sobre tela - Junho de 2011
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8.13.2011

7.01.2011



METAMÓRFICOS

TRABALHOS EM MÁRMORE

PEDRO FAZENDA



Pedro Fazenda e o Grupo Pro-Évora convidam

para a inauguração da exposição

“Metamórficos – Trabalhos em mármore”

a realizar no dia 2 de Julho de 2011, pelas 18 horas.



Exposição de 2 a 24 de Julho de 2011

Grupo Pro-Évora - Rua do Salvador, 1 -7000-876 Évora

Telef: 266 744 285 - e-mail: pro-evora@sapo.pt Web: www.pro-evora.org

Horário: 2.ª a Sábado: 15h – 19h
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6.15.2011

Gustave Caillebotte - Les Raboteurs de parquet


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5.27.2011

290 - 2010 - óleo / tela - 18,5 x 41,5 cm


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5.13.2011

Alô Claire!
Ontem ouvi um belíssimo texto de que gostei muito. E melhor ainda: lembrei-me logo de ti!
Vai em anexo.
Beijos muitos e grandes.
Gisela


As papoilas

por José Vítor Malheiros

Texto publicado no jornal Público a 22 de Março de 2011
Crónica 12/2011


Eu gosto muito das papoilas e estou com muitas saudades delas. Ainda bem que vêm já aí.

Eu gosto muito de papoilas. As papoilas são vermelhas. Também podem ser de outras cores mas as verdadeiras são as vermelhas. As papoilas são a coisa mais vermelha que há. Não há nada tão vermelho como uma papoila vermelha.
Pode-se dizer papoila ou papoula mas eu gosto mais de papoila. Em espanhol diz-se "amapola" e quando eu era pequeno a minha mãe cantava "Amapola, lindísima amapola, No seas tan ingrata, Mírameeeee… Amapola, amapola, Como puedes tu vivir tan sola". En francês diz-se "coquelicot" e eu aprendi "J'ai descendu dans mon jardin, J'ai descendu dans mon jardin, Pour y cueillir du romarin, Gentil coquelicot mesdames, Gentil coquelicot nouveau" mas esta canção fala pouco das papoilas.
As papoilas sabem coisas que mais ninguém sabe - sabem ser vermelhas e podem ficar ao sol e não perdem a cor. Há animais que ficam da mesma cor das coisas à volta para que os outros animais não os vejam e não os apanhem, mas as papoilas não conseguem viver sem dar nas vistas e têm outro truque para que não as apanhem: quando as apanham elas morrem logo e deixam de ser papoilas e ficam todas moles e sem cor. É por isso que as pessoas não as apanham e as deixam nos campos. Só no Dia da Espiga é que as pessoas apanham papoilas para porem nos ramos para simbolizar a vida e o amor mas não faz sentido porque elas morrem e eu acho mal apanharem-nas mesmo que seja só no Dia da Espiga.
Se as papoilas não morressem logo as pessoas apanhavam as papoilas todas e levavam-nas para casa, porque é impossível ver um campo de papoilas sem querer levá-lo para casa.
Às vezes os campos de papoilas parece que estão cheios de borboletas vermelhas - principalmente quando há um bocadinho de vento e as papoilas sacodem as pétalas - mas isso não são as papoilas a disfarçar, é mesmo assim. Os campos de papoilas do Monet parecem cheios de borboletas.
As papoilas parecem feitas de papel de seda mas ainda são mais fininhas e se lhes tocarmos mesmo sem as arrancarmos elas também morrem. As papoilas são só para olhar e para pensar nelas e para gostar delas mas não são para mexer.
As papoilas têm um pezinho fininho e alto e com pelinhos e parece impossível como é que um pezinho tão fininho aguenta a papoila mas é que a papoila não pesa quase nada. O António Machado dizia que amava "los mundos sutiles, ingrávidos y gentiles, como pompas de jabón" mas podia ter dito como papoilas, porque elas também são ingrávidas.
As papoilas são tão frágeis que às vezes parece que são tristes, como ao fim da tarde, mas não sei, porque outras vezes parecem alegres e que dão gargalhadas de fogo. Às vezes parece que sabem tudo e que são filosóficas e profundas, mas outras vezes parecem descuidadas e estouvadas e juvenis.
Acho que ninguém sabe como é que uma papoila é realmente, porque as papoilas são muito independentes e não se deixam cativar. É um bocado como um gato ou a raposa do Principezinho mas as papoilas são ainda mais bonitas e mais sábias e mais esquivas. Mas não sei se é rebeldia ou timidez ou as duas coisas ou nenhuma. Com as papoilas é sempre assim. Como são muito vistosas e bonitas parecem toleironas, mas quando nos aproximamos vemos como são frágeis e percebemos que afinal são modestas e delicadas. Também há mulheres assim, mas essas são um grande perigo.
Ninguém sabe se as papoilas são sempre daquela cor ou se é só quando olhamos para elas. As papoilas são um grande mistério.
Quando chega a Primavera ninguém sabe quando é que elas vão aparecer nos campos e depois quando aparecem podem desaparecer quando as vamos ver e depois é preciso esperar que elas voltem outra vez no ano seguinte. É muito difícil esperar pelas papoilas, mas quando elas regressam perdoamos-lhes tudo, como o Jacques Brel na canção da Mathilde, porque elas nos roubaram o coração e temos vontade de fazer correr o vinho, "celui des noces et des festins", e de correr pelo campo e de rolar pelo chão e de as abraçar.
As papoilas às vezes são usadas para lembrar a guerra porque parecem manchas de sangue e porque havia muitas nos campos da Flandres na primeira Guerra Mundial e depois das batalhas ninguém sabia o que era papoila e o que era um buraco de bala. O menino de sua mãe do Fernando Pessoa podia ter uma papoila no peito, só que já tinha a cigarreira e o lenço e eram coisas a mais. As papoilas são como uma mancha de sangue vivo para nos lembrar que há coisas dilacerantes mas que, apesar disso, a paixão e a beleza existem.
Eu gosto muito das papoilas e estou com muitas saudades delas. Ainda bem que vêm já aí. (jvmalheiros@gmail.com)

http://versaletes.blogspot.com/2011/03/as-papoilas.html

Juliane Fressynet
Faculdade de Belas-Artes, 1ºano - 2º semestre,
ano lectivo 2009/2010
professoras: Ângela Ferreira e Cristina Branco





Arte conceptual
"NanoCiência"


Na continuação do trabalho sobre a nanotecnologia, comecei este a partir da nanociência.
Estas peças são 2 moléculas compostas por átomos de carbono, oxigénio e hidrogénio. Na nanociência, graças à possibilidade da movimentação dos átomos, criam-se novas estruturas em que o mesmo material passa a ter novas funcionalidades. A partir da regra cientifica, em relação aos números de ligações destes átomos, fiz duas estruturas completamente diferentes.
As peças vão estar colocadas dentro de agua com sabão, e quando retiradas, o vazio entre as arestas fica preenchido por uma película. São a representação dos átomos em grande escala, formando moléculas, enquanto que a película de sabão representa a invisibilidade da escala atómica. Ao rebentar a película, pretendo mostrar o impacto que um simples átomo pode causar no universo.

ficha técnica:

1- Molécula circular
altura: 50cm
largura 50cm
materiais: arame de aço e gesso

2-Molécula oval:
altura: 37cm
Largura: 34cm

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3.23.2011

294 - 2010 - óleo / tela - 101 x 84,5 cm


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3.14.2011

Juliane Fressynet
NanoCiência montagem

3.07.2011

289 - 2010 - óleo / tela - 19,5 x 24 cm


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2.26.2011

2.20.2011

2.13.2011

Juliane Fressynet
Faculdade de Belas-Artes, 1ºano - 2º semestre,
ano lectivo 2009/2010
professoras: Ângela Ferreira e Cristina Branco


Arte conceptual
"NanoImpacto"

A nanotecnologia é um ponto de investigação em diversas áreas que se está a desenvolver a uma grande velocidade. O principio básico desta tecnologia é a construção de estruturas e de novos materiais a partir de átomos à escala nano. Numa dimensão um milhão de vezes mais pequena que um fio de cabelo já se consegue manipular todo o género de moléculas, alterar o seu tamanho, forma, cor, resistência e função.
Neste trabalho procurei uma forma de mostrar o impacto que esta tecnologia esta a começar a ter, através de uma instalação que é observada em duas partes. Numa primeira fase, interage-se com um "microscópio" sem o conhecimento do que se está a observar. Numa segunda fase, atrás do pano preto no qual o microscópio está encostado, encontra-se a representação de uma enorme molécula. Através do contraste de cor, preto e laranja pretendo transmitir um impacto visual e com o plástico bolha favorecer o efeito de ilusão de óptica.




A acompanhar o projecto, fiz uma montagem de vídeo a partir de vários documentários, seleccionando os temas mais desenvolvidos dentro da nanotecnologia e da nanociência.
Esta tecnologia procura inovar invenções, com o objectivo de proporcionar uma vida melhor ao homem. Apesar de ainda serem poucos os produtos que já circulam no mercado, a industria investe cada vez mais nessa direcção.



ficha técnica:

Microscópio
altura: 1,5m
largura: 20cm
Materiais: diversos.

Molécula
altura
largura
materiais: rede de arame, papel jornal, plástico bolha, gesso tinta spray.


Vídeo
duração: 8min


Não perca o próximo episódio

2.05.2011

...Michel HOUSSIN dans son atelier

...

1.21.2011

Escrita do sudoeste
Todas as peças num desenho do
Pedro Cabral



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1.06.2011

12.31.2010

Sementes para 2011 ~ Boas entradas

12.27.2010

Convite



"a escrita do sudoeste" surgiu, como tema do modulo do curso livre de escultura cerâmica , orientado pela professora Elsa Gonçalves.
O património histórico de Almodôvar, foi a fonte de inspiração que levou os diferentes olhares dos artistas numa procura da identificação com as formas e com a riqueza plástica. Ficando um contributo para a historia desta escrita milenar, materializada nas peças que compõem a exposição "da forma da escrita à escrita da forma".

Juliane Fressynet

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link e outro link